Tradutor

English French German Spain Italian Dutch
Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
By Ferramentas Blog

Seguidores

terça-feira, 26 de julho de 2011

A Visita

Cada dia, ao meio-dia, um pobre velho entrava na Igreja, e poucos minutos depois, saía. Um dia, o sacristão lhe perguntou o que fazia (pois havia objetos de valor na Igreja). Venho rezar, respondeu o velho. Mas é estranho, disse o sacristão, que você consiga rezar tão depressa. Bem, retrucou o velho, eu não sei recitar aquelas orações compridas. Mas todo dia, ao meio-dia eu entro na Igreja e só falo: "Oi Jesus, eu sou o Zé, vim te visitar." Num minuto, já estou de saída. É só uma oraçãozinha, mas tenho certeza que Ele me ouve. Alguns dias depois, o Zé sofreu um acidente e foi internado num hospital e, na enfermaria, passou a exercer uma influência sobre todos: os doentes mais tristes se tornaram alegres, muitas risadas passaram a ser ouvidas. Zé, disse-lhe um dia a irmã, os outros doentes dizem que você está sempre tão alegre.... É verdade, irmã, estou sempre tão alegre. É por causa daquela visita que recebo todo dia. Me faz tão feliz. A irmã ficou atônita. Já tinha notado que a cadeira encostada na cama do Zé estava sempre vazia. O Zé era um velho solitário, sem ninguém. Que visita? A que hora? Todos os dias. Respondeu Zé; com um brilho nos olhos. Todos os dias ao meio-dia Ele vem ficar ao pé cama. Quando olho para Ele, Ele sorri e diz: "Oi, Zé, eu sou Jesus, eu vim te visitar".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

GRATIDÃO...

Chega sempre a hora de experimentarmos profundamente a FIDELIDADE DE DEUS para conosco! Quando fazemos a experiência do “cem vezes mais” do que aquilo que deixamos (Mc 10,29-30), percebemos, então, com um sorriso, que foi tão pouco o que deixamos...
Quando fazemos a experiência da entrega na totalidade, na gratuidade descobrimos a grandeza de Deus e o quanto o seu Espírito vai conduzindo tudo com muita sutileza.
Isso traduz um pouco o que significa esse momento:
FIDELIDADE AO CHAMADO,  SERVIR NA ALEGRIA E SER ETERNAMENTE AGRADECIDA por tudo, pelos desafios, conquistas, limites....”POR TUDO DAÍ GRAÇAS” (1 Ts 5,18).  Foi uma grande graça esses quatros anos no serviço de Assessoria.
O QUE LEVO, O QUE DEIXO? SEMENTES DO ETERNO,  do MISTÉRIO que nos ENCANTA E REENCANTA em cada momento, e que nós CATEQUISTAS TESTEMUNHAMOS com  nosso SER e alma catequética.
Talvez tenha deixado um pouco do meu SER CATEQUISTA nas visitas que fiz pelos regionais, nas atividades com as equipes de trabalho, na convivência com bispos, sacerdotes, religiosas, leigos/as, assessores e funcionários da CNBB.
 O que deixo é muito pouco comparado com o que estou levando dessa experiência, é a recompensa daqueles que percorrem o fascinante e desafiador CAMINHO DO DISCIPULADO.
Me despeço com um até breve, pois quem se coloca a caminho sempre acaba se encontrando pelas estradas da vida.
“Pelas estradas da vida nunca sozinho está”...Que Maria continue a nos proteger e nos apontar o caminho de Jesus.
Meu fraternal abraço. Ir. Zélia

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015



No dia 10 de maio deste ano, a 49ª. Assembléia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reunida em Aparecida, São Paulo, acabou de aprovar por 271 votos dos 274 bispos votantes “As Novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011-2015)”. Este importante documento é realmente uma bússola que vai guiar a ação evangelizadora da Igreja no Brasil durante os próximos quatro anos. O objetivo geral do documento é: “Evangelizar como Igreja missionária e profética, alimentada pela Palavra, à luz da evangélica opção pelos pobres, empenhada na promoção da dignidade da pessoa e na construção de uma sociedade justa e solidária, para que todos tenham vida em abundância, rumo ao Reino definitivo”.
As Novas Diretrizes depois da Introdução são divididas em seis capítulos: (I) A partir de Jesus Cristo; (II) Marcas do nosso tempo; (III) Perfil da ação evangelizadora, abordando: a Igreja em estado permanente de missão; Iniciação Cristã; a Bíblia como fonte de animação para toda a vida; a Igreja, comunidade de comunidades; e a Igreja a serviço da vida plena para todos. (IV) Perspectivas de ação; (V) Indicações de operacionalização (abordando: O plano como fruto de um processo de planejamento e os passos metodológicos); e (vi) Compromisso de unidade na missão.
O Documento afirma que: “Toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e seu Reino. Jesus Cristo é nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir. Nele, com Ele e a partir dele mergulhamos no mistério trinitário, construindo nossa vida pessoal e comunitária”. As novas Diretrizes foram inspiradas no Documento de Aparecida. O conteúdo não seria algo completamente novo, mas um esforço de algo enxuto, que possa inspirar a atividade da Igreja nos próximos quatro anos.
As Diretrizes falam de mudanças de época e as várias atitudes que estão surgindo. Destacam duas: De um lado é o agudo relativismo, próprio de quem, não devidamente enraizado, oscila entre as inúmeras possibilidades. De outro, são os fundamentalismos, que se fecham em determinadas aspectos, não considerando a pluralidade e o caráter histórico de determinados aspectos. O Documento também lamenta que: “… o ser humano individualizado leva a não considerar devidamente o outro como irmão, esquecendo especialmente dos mais pobres, concebidos até mesmo como supérfluos e descartáveis”. Fala da “indispensável descoberta de valores fortes o suficiente para enfrentar a crescente violência, a corrupção, o tráfico de drogas, armas e pessoas, e o enfraquecimento da consciência política”.
Estas Diretrizes também falam das diversas formas de banalização e desrespeito à vida. Entre essas formas encontramos: “a manipulação de embriões, os homicídios, o aborto, a ausência de condições mínimas para moradia, alimentação e saúde, a falência do sistema penal e a ausência de efetiva proteção à família, aos jovens e idosos abandonados, às crianças, de tantos modos agredidas e desrespeitadas”.
O Documento afirma que: “O discípulo-missionário sofre com a transformação da vida de Fé em comercialização, fenômeno que tristemente cresce a cada dia, gerando propostas religiosas de duvidosa intenção de salvar. Não há, pois, como aceitar a mercantilização do sagrado, através do qual se semeia no coração das pessoas, o excessivo valor das coisas que passam, num esquecimento tácito de que a meta maior são os valores que não passam, isto é, os valores do Reino de Deus”. A motivação deste trabalho é incentivar as Igrejas Particulares a traçarem seus próprios Planos de Evangelização. Realmente, este é um tempo em que, através de “novo ardor, novos métodos e nova expressão” respondamos missionariamente à mudança de época com o recomeçar a partir de Jesus Cristo.
Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

sábado, 18 de junho de 2011

Meditando a oração do Pai-Nosso

Como posso dizer PAI-NOSSO...
Se não vejo todas as pessoas como meus verdadeiros irmãos.
Se eu penso somente em mim, não posso dizer Pai Nosso.
Tenho olhado todas as pessoas como meus verdadeiros irmãos? Até mesmo aqueles que me prejudicam? Ou só penso em mim?
Como posso dizer QUE ESTAIS NO CÉU...
Se eu não acredito na vida eterna!
Se eu não acredito que Jesus está verdadeiramente vivo!
Tenho dado exemplos principalmente para meus filhos que realmente acredito na vida eterna e que Jesus está verdadeiramente vivo? Ou tenho me acomodado? Tenho esquecido que deixar de participar da Santa Missa para fazer qualquer outra coisa é negar que Jesus está vivo.
Como posso dizer SANTIFICADO SEJA O VOSSO NOME...
Se não procuro santificar a minha vida!
Se não procuro santificar a mim mesmo.
Tenho procurado santificar a minha vida? Tenho procurado santificar a vida de todos aqueles que convivem comigo? Tenho procurado santificar a minha família, minha esposa ou meu marido, meus filhos...? Ou tenho achado mais fácil me acomodar?
Como posso dizer VENHA A NÓS O VOSSO REINO...
Seu só penso em ter, mesmo que para isso tenha que passar outras pessoas para traz.
Tenho sido verdadeiramente honesto com todas as pessoas para poder dizer venha a nós o vosso reino? Ou tenho pensado só em ter?
Como posso dizer SEJA FEITA A VOSSA VONTADE ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU...
Se na maioria das vezes eu só penso na minha vontade, muitas das vezes sem olhar se estou ou não prejudicando meu irmão. Se eu nunca procuro fazer a vontade de Deus! Como posso dizer que seja feita a sua vontade?
Tenho procurado fazer de minha vida a vontade de Deus? Tenho sido humilde e realmente aceitado a vontade de Deus? Ou por qualquer motivo reclamo e às vezes até me revolto?
Como posso dizer O PÃO NOSSO DE CADA DIA NOS DAÍ HOJE...
Se eu quero o pão de hoje, o pão de amanhã, o pão de daqui um ano, o pão de sempre e ás vezes até o pão de meu irmão.
Tenho agradecido a Deus pelo pão de hoje, para que ele nunca me falte? Ou tenho procurado ganhar o pão de hoje, o pão de amanhã, o pão de daqui um ano ou quem sabe até o pão de sempre! Mesmo que para isso tenha que explorar o meu irmão mais fraco, às vezes até tirando o seu único pedaço de pão. Realmente tenho que pensar melhor quando digo “O pão nosso de cada dia nos daí hoje”
Como posso dizer PERDOAI-NOS AS NOSSAS OFENSAS, ASSIM COMO NÓS PERDOAMOS A QUEM NOS TEM OFENDIDO...
Se eu não sei perdoar! Se por qualquer motivo eu viro o rosto para meu irmão! Se por qualquer motivo eu fico sem falar com outras pessoas! Muitas das vezes não sei compreender até mesmo meus familiares.
Tenho perdoado a todos que me ofendem, que me magoam...? ou tenho sido um hipócrita em ter coragem de virar para Deus e pedir que Ele me perdoe como eu perdôo? Realmente tenho que prestar mais atenção quando estou rezando.
Como posso dizer NÃO NOS DEIXEIS CAIR EM TENTAÇÃO...
Se eu não faço a minha parte, se na maioria das vezes eu sempre procuro aquilo que me afasta de Deus e que me leva a pecar.
Tenho feito a minha parte, me afastando de lugares indevidos? Lugares que não serviriam de exemplos para meus filhos, fazendo coisas que um dia possa vir a me arrepender! Quando peço a Deus para não me deixar cair em tentação também tenho que fazer a minha parte e não ir ao encontro dela.
Como posso dizer LIVRAI-NOS DO MAL...
Se eu não fujo do pecado! Se muitas das vezes até vou ao encontro dele!
Tenho procurado fugir de todo tipo de mal, de tudo que leva a pecar? Ou tenho ido ao seu encontro? Tenho ensinado a meus filhos a fugir do pecado? Ou meus exemplos não são tão bons?
Como posso dizer AMÉM se não tenho feito a minha parte?
Oração
Senhor, que a partir de hoje, que a partir desse momento, eu possa nos meus momentos de oração, refletir mais sobre o que estou falando, pois Senhor eu quero realmente viver a oração que o seu filho nos ensinou. Que eu possa realmente te chamar de Pai, que eu possa Senhor fazer com que todos vejam que estais no céu e que eu santifique a minha vida para poder dizer santificado seja o vosso nome. Eu quero Senhor dizer venha a nós o vosso reino de coração, para que o Senhor reine dentro de mim e em toda minha vida. Para que eu Senhor, possa falar de coração sincero, que seja feita a Tua vontade assim na terra como no céu.
Que eu saiba louvar e agradecer todos os dias de minha vida, pelo pão que recebo e também pedir para que ele nunca falte na mesa de nenhum de meus irmãos. Que eu saiba Senhor perdoar o meu irmão de coração, assim como o Senhor nos perdoa, que eu procure sempre me afastar de todo tipo de tentação, para que o Senhor me livre de todo tipo mau.
AMÉM!
Mensagem enviada por: Dirceu Alvez

domingo, 12 de junho de 2011

Mas o que é Pentecostes?

Pentecostes, do grego, pentekosté, é o qüinquagésimo dia após a Páscoa. Comemora-se o envio do Espírito Santo à Igreja. A partir da Ascensão de Cristo, os discípulos e a comunidade não tinham mais a presença física do Mestre. Em cumprimento à promessa de Jesus, o Espírito foi enviado sobre os apóstolos. Dessa forma, Cristo continua presente na Igreja, que é continuadora da sua missão. A origem do Pentecostes vem do Antigo Testamento, uma celebração da colheita (Êxodo 23, 14), dia de alegria e ação de graças, portanto, uma festa agrária. Nesta, o povo oferecia a Deus os primeiros frutos que a terra tinha produzido. Mais tarde, tornou-se também a festa da renovação da Aliança do Sinai (Ex 19, 1-16). No Novo Testamento, o Pentecostes está relatado no livro dos Atos dos Apóstolos 2, 1-13. Como era costume, os discípulos, juntamente com Maria, mãe de Jesus, estavam reunidos para a celebração do Pentecostes judaico. De acordo com o relato, durante a celebração, ouviu-se um ruído, "como se soprasse um vento impetuoso". "Línguas de fogo" pousaram sobre os apóstolos e todos ficaram repletos do Espírito Santo e começaram a falar em diversas línguas. Pentecostes é a coroação da Páscoa de Cristo. Nele, acontece a plenificação da Páscoa, pois a vinda do Espírito sobre os discípulos manifesta a riqueza da vida nova do Ressuscitado no coração, na vida e na missão dos discípulos. Podemos notar a importância de Pentecostes nas palavras do Patriarca Atenágoras (1948-1972): "Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o evangelho uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos". O Espírito traz presente o Ressuscitado à sua Igreja e lhe garante a vida e a eficácia da missão. Dada sua importância, a celebração do Domingo de Pentecostes inicia-se com uma vigília, no sábado. É a preparação para a vinda do Espírito Santo, que comunica seus dons à Igreja nascente. O Pentecostes é, portanto, a celebração da efusão do Espírito Santo. Os sinais externos, descritos no livro dos Atos dos Apóstolos, são uma confirmação da descida do Espírito: ruídos vindos do céu, vento forte e chamas de fogo. Para os cristãos, o Pentecostes marca o nascimento da Igreja e sua vocação para a missão universal. Qual é sua missão: Introduzir-nos na comunhão do Filho com o Pai, santificando-nos e fazendo-nos filhos com Jesus. Fortalecer-nos para a missão de testemunhar e anunciar Jesus ao mundo. Para isso recebemos a plenitude de seus dons bem como a capacidade de proclamar a todos a quem somos enviados o Evangelho de Jesus. O Espírito Santo é o AMOR do Pai e do Filho derramado em nossos corações.O amor é fogo que arde, é chama que aquece e é força que aproxima e une. O milagre das línguas é este: tomados pelo amor de Deus os homens passam a viver uma profunda comunhão e entre eles se estabelece a concórdia e a paz destruída pelo orgulho de Babel, raiz da discórdia e da confusão das línguas. Guiar a Igreja nos caminhos da história para que ela permaneça fiel ao Senhor e encontre sempre de novo os meios de anunciar eficazmente o Evangelho. E isto o Espírito Santo o faz assistindo os pastores, derramando seus carismas sobre todo o Povo e a todos sustentando na missão de testemunhar o Evangelho. É pelo Espírito Santo que Jesus continua presente e atuante na sua Igreja. Quem O recebe? Todos os que são batizados e crismados. Quem dele vive? Somente aqueles que procuram guardar a Palavra do Senhor no esforço de conversão, na oração e no empenho em testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Porque coroamos a imagem de Nossa Senhora?





A devoção que a Igreja tem de coroar a imagem da Virgem Maria em muitas datas em que celebramos uma festa a ela dedicada, em especial no mês de Maio, é muito antiga.
Este gesto quer externar o carinho que sentimos pela Mãe de Jesus e nossa Mãe.
Não se trata de uma devoção vazia de sentido, e nem mesmo a consideramos uma deusa, pois Maria não é um fim em si mesma.
Não é meta, mas é sinal.
Sua missão é sempre nos apontar Jesus.
Ela é aurora que antecede a luz radiante do magnífico Sol que é Cristo.
Coroamos a sua Imagem, porque em nosso coração Ela tem um lugar especial, pois pelo seu “fiat” (faça-se) Deus torna-se Homem em seu seio virginal.
Ao anúncio do Arcanjo Gabriel, que falou - lhe claramente: “o santo que vai nascer de ti será chamado filho de Deus”. (Lc 1,35), Maria não titubeia e se coloca como serva, não só com palavras, mas logo vai ao encontro de sua prima Isabel, que ao receber sua visita, exclamou: “donde me esta honra de vir a mim a mãe do meu Senhor“. (Lc 1,43)
Coroamos a imagem de Maria, como gesto simbólico, para, desejosos, aprender com ela a cantar as maravilhas de Deus, no nosso dia- a -dia reconhecendo-O como Deus Vivo: “Minha alma glorifica o Senhor e meu espírito exulta em Deus meu Salvador” (Lc 2,47).
POR TUDO ISSO É QUE COROAMOS A IMAGEM DE NOSSA SENHORA, A MÃE DE JESUS E NOSSA MÃE.
Diácono Flori

terça-feira, 17 de maio de 2011

49 AG, Bispos, CNBB, Escravidão, Indígenas, Nota, Solidariedade



Conclui-se nesta sexta-feira, 13 de Maio , Dia de Nossa Senhora de Fátima e dia em que no Brasil se comemora o fim da escravidão, a 49ª Assembleia Geral da CNBB.
Ontem os bispos aprovaram uma nota de solidariedade aos diversos povos indígenas do Brasil. A nota afirma que “que mais uma vez os bispos tomam conhecimento do sofrimento e injustiça que afetam os povos indígenas do nosso país”.
“Vivem no meio da floresta, mas têm suas vidas ameaçadas pelos grandes projetos governamentais, muitos deles parte do Programa Nacional de Aceleração do Crescimento (PAC), que avançam sobre seus territórios tradicionais. A condição de vulnerabilidade em que se encontram os expõe ao permanente risco de extinção em consequência dos sérios danos causados por muitas dessas obras, que se demonstram altamente prejudiciais ao próprio meio ambiente”, destacam os bispos.
A CNBB finaliza dizendo que, por essas razões, “queremos sensibilizar a sociedade brasileira e chamar a atenção do Governo federal para que cumpra o seu dever constitucional de demarcar e proteger todas as terras tradicionalmente ocupadas, conforme estabelece o artigo 231, de nossa Carta Magna”.
Os bispos reunidos em Aparecida divulgaram ainda uma Moção de apoio à Frente Parlamentar Mista em defesa da Vida-Contra o aborto.
Nós, Bispos Católicos do Brasil, – destaca o texto – reunidos em Aparecida (SP), não poderíamos deixar de manifestar nosso elogio e apoio à Frente Parlamentar mista contra o aborto, pelo exemplar testemunho humanitário em favor da natalidade da pessoa humana, cuja dignidade é inviolável.
Todo trabalho que vem sendo feito pela denominada Frente Parlamentar, composta por políticos brasileiros de diversos credos e vários partidos, é digno da nossa admiração e incentivo.
Na grande luta em defesa da vida, apoiamos integralmente o Projeto do Estatuto do Nascituro e a proposta de emenda à Constituição Federal (PEC), que implica a introdução no artigo 5º da seguinte frase: a inviolabilidade da vida desde a fecundação.
Reconhecemos o valor e os objetivos dos diversos projetos do governo a favor da vida no período da gestação e da primeira infância, desde que a criança seja respeitada a partir da fecundação, e esperamos que seus resultados sejam tão expressivos quanto aos que são obtidos pelo trabalho desenvolvido, há anos, pela Pastoral da Criança no Brasil e no exterior.
Juntos, unidos num só coração, esforcemo-nos pela conquista de um Brasil sem aborto sob a proteção de Maria que deu seu Sim à vida.
Ràdio Vaticano



2- A EDUCAÇÃO DE ADULTOS NA SAGRADA ESCRITURA

A Bíblia é um livro de adultos e para adultos. São os adultos que têm maior condição de refletir sobre o conjunto da mensagem e tomar decisões a partir da provocação da Palavra da Escritura. A Bíblia é texto essencial em catequese com adultos.

CONCLUSÃO.

2.1- A Revelação Bíblica e os adultos

A Bíblia é um livro escrito por adultos e para adultos.
Mostra o Itinerário de um povo que lê os sinais de Deus na sua história.
Nela os adultos mantêm vivas as tradições, transmitindo de geração em geração os fundamentos da fé (Sl 44. 78).
As festas são espaço de catequese, onde se prevê que o adulto seja o veículo da memória do fato celebrado (cf.: Êx 12,26-27).
As orações e recitações de relatos históricos são elementos importantes na educação da fé dos adultos.
O Shemá, “ouve, Israel”..., núcleo básico da fé de Israel, era rezado diariamente (Dt. 6,4-25) o Credo Histórico do povo de Deus (Dt.26,4-9). As advertências e consolações dos profetas são parte da formação dos adultos (cf. 2o Sm 12,1-14; Jr.7,1-15). Os Sapienciais mostram a diversidade de abordagens em livros escritos com óticas diferentes, conforme o contexto que querem responder .
A Bíblia trata do cotidiano com transparência e honestidade ao expor as fraquezas humanas de grandes figuras da fé.
Dentro dos limites da época e da cultura, promove o respeito à vida, chama à responsabilidade os adultos que precisam se posicionar diante da situação sócio-cultural em que vivem (cf. Dt.30,11-20).
O Novo Testamento mostra a formação dos adultos nas comunidades. Eram eles que se convertiam e levavam a família inteira à nova fé (cf. Lc 24, 13-35; Jo 4, 1-45; Lc 19,1-10; Mt 15, 21-31; At 8, 26-40; 10,1-48 ; 1Cor 11, 17-34 e outros).

Estas reflexões (que não pretendem ser completas) mostram que não se trata de colocar simplesmente a Bíblia na catequese com adultos e fazer a leitura de certos textos. Supõe que o agente saiba usar a Bíblia dentro de uma visão libertadora, dentro do contexto atual da vida, levando a um compromisso em nível pessoal, comunitário e social.

3- PERGUNTAS PARA AJUDAR NO APROFUNDAMENTO DO TEXTO

1. Quais as dificuldades encontradas na sua comunidade com o uso da Bíblia na catequese dos adultos e quais foram os resultados?

2. Dêem algumas propostas concretas que poderiam levar adiante essa questão na sua Diocese e no seu Regional.


BIBLIOGRAFIA
· Como nossa Igreja lê a Bíblia - CNBB - Paulinas – 1995.
· Crescer na Leitura da Bíblia- CNBB- Paulus, 2002
· A Bíblia na Catequese com Adultos - Revista Vida Pastoral de setembro-outubro 2001.
· A Bíblia na catequese - Inês Broshuis - Paulinas 2001.