quinta-feira, 28 de abril de 2011
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Reflexão do Domingo de Ramos
Mt 26, 14 – 17, 66
Cristo vai ao encontro da morte com liberdade de filho
A oferta de sacrifícios a Deus parece constituir, em todos os povos, a expressão mais significativa do senso religioso do homem. Despojando-se de tudo o que lhe pertence por conquista ou pelo trabalho, o homem reconhece que tudo pertence a Deus e lho restitui em agradecimento. E quando uma parte do que foi sacrificado é comida pelos ofertantes, então se estabelece uma comunhão simbólica entre Deus e os comensais, uma participação da mesma vida.
Na Bíblia, as tradições sacerdotais nos dão a conhecer uma legislação complexa, que poderia facilmente assumir valor autônomo e, portanto, formalista, esquecendo o significado da ação cultual em relação à salvação integral do homem. Os profetas lembram freqüentemente que Deus só aceita as ofertas e sacrifícios se são acompanhados de uma atitude interior de humildade, de oferta espiritual de si mesmo, de reconhecimento da própria e radical pobreza e da necessidade de uma libertação que nós sozinhos não podemos obter, mas podemos invocar e esperar de Deus.
O servo de Javé
A pobreza é, pois, o sacrifício espiritual, isto é, a realidade profunda de toda oferta e imolação de animais e de coisas em honra de Deus. Esta é a atitude dos "pobres de Javé", e especialmente do "Servo de Javé"; este, tanto no sentido individual como no corporativo. Enviado para salvar seu povo (a humanidade), é obrigado a suportar perseguições e ultrajes; aceita-os, entretanto, com paciência e mansidão, sabendo que Deus o salvará (1ª leitura e salmo responsorial). Cumpre sua missão oferecendo-se a si mesmo como vítima inocente, para expiar os pecados do povo. Por sua obediência e amor, Deus o exaltará e glorificará; e, com os irmãos salvos, ele louvará o Senhor num sacrifício (banquete) de ação de graças (salmo responsorial) aberto a todos.
Jesus escolhe uma pobreza radical
Na encarnação, Jesus fez sua a pobreza radical do homem perante Deus (2ª leitura). Coerente com esta escolha, apoiou-se na palavra do Pai, que nas Escrituras e nos acontecimentos lhe indica o caminho para cumprir sua missão; não se subtraiu à condição do homem pecador, ao sofrimento que provém do egoísmo, nem aos limites da natureza humana, entre os quais, antes de tudo, a morte. Um homem como todos, um pobre em poder de todos; assim o mostra o sucinto e objetivo relato dos evangelistas (evangelho). Vemo-lo como uma vitima da intolerância e da injustiça, um amotinador ou, quando muito, um sacrificado pelos seus por um falaz cálculo político.
Mas isto não bastaria para dele fazer um salvador. O que resgata a sua morte, o que a transfigura - para ele e para nós - é o imenso peso de amor com que faz dom da vida, para libertar-nos da violência e do ódio, do fanatismo e do medo, do orgulho e da auto-suficiência; para tornar-nos - como ele - disponíveis a Deus e aos outros, capazes de amar e perdoar, de ter confiança e reconstruir, de crer no homem ultrapassando as aparências e as deformações.
A Igreja esta com Jesus crucificado
Só assim a Igreja oferece hoje o sacrifício espiritual agradável ao Pai; quando, reconhecendo-se pecadora e sempre necessitada de salvação, apresenta não os próprios méritos e sucessos, mas a lembrança viva da sua Cabeça crucificada, do Filho bem-amado, de cuja morte e ressurreição recebe luz e força para ser fiel a sua missão. Aceitando com alegria o sofrimento que completa a paixão de seu Senhor e Mestre, a Igreja pode oferecer o sacrifício eucarístico, como voz dos pobres, dos humilhados, dos desafortunados e dos oprimidos, anunciando a esperança da libertação. E pode fazê-lo com tanto mais verdade, quanto mais houver escolhido não os caminhos do poder, do sucesso e do bem-estar, mas o da coragem para repelir a injustiça e compartilhar plenamente da sorte dos humildes.
Mas, sejamos objetivos, imparciais e concretos; isto nos toca pessoalmente; a Igreja somos também nós. Enquanto temos facilidade em ver as culpas ou as fraquezas dos outros, não estamos nós corrompidos pelos mesmos males? Pensamos talvez que acusando os outros nos desculpamos a nós mesmos? Nesse caso, são Paulo nos diria que somos "indesculpáveis" (Rrn 2,1).
Pe. José Pereira - Colunista
quinta-feira, 7 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
São Vicente Ferrer, Santo do dia 5 de Abril
"Em
1340 o pai de Vicente, Guilherme Ferrer casou-se com Constância Miguel,
cuja família também tinha sido integrada na nobreza durante a conquista
de Valência. Vicente foi o quarto filho do casal. Um seu irmão,
Bonifácio Ferrer, foi Superior dos frades Capuchinhos e realizou
importantes missões diplomáticas para o antipapa Bento XIII.
Vicente
foi educado em Valência e completou os estudos em filosofia quando
tinha quatorze anos. Em 1367 entrou na Ordem Dominicana e no ano
seguinte foi enviado para a casa de estudos de Barcelona. Em 1370
ensinou filosofia em Lérida. Um dos seus alunos foi Pierre Foulup,
posteriormente Grande Inquisidor em Aragão.
Em
1373 São Vicente regressa ao "Studium arabicum et hebraicum" dos
Dominicanos em Barcelona. Em 1377 foi enviado a Tolosa para prosseguir
os seus estudos. Em 1379 Vicente trabalhou com o Cardeal Pedro de Luna,
legado da Corte de Aragão e futuro antipapa Bento XIII, e que
trabalhava para obter a obediência do Pedro IV para com Avinhão.
Totalmente convencido da legitimidade dos argumentos dos pontífices de
Avinhão, foi um dos seus maiores entusiastas. De 1385 a 1390 ensinou
teologia na escola da Catedral de Valência.
Em
Salamanca, a rainha Yolanda de Aragão escolheu-o por confessor, entre
1391 e 1395. Durante esse período foi citado pela Inquisição por pregar
publicamente que «Judas fez penitência». No entanto o seu protector,
Pedro de Luna, recentemente nomeado antipapa Bento XIII, chamou o caso
a si e queimou os documento do processo. Bento XIII chamou-o a Avinhão
e nomeou-o seu confessor, tendo, mais tarde Vicente recusado ser
nomeado cardeal.
Durante
os vinte anos seguintes, São Vicente Ferrer percorreu toda a Europa
pregando, afirmando em especial a necessidade de conversão por causa do
juízo final. Foi canonizado pelo Papa Calisto III na igreja dominicana
de Santa Maria Sopra Minerva, em Roma, a 3 de Junho de 1455."
quinta-feira, 31 de março de 2011
Catequista
Sua vocação
Você, catequista, é chamado por Deus. O Senhor tomou a iniciativa e o convidou para que fizesse parte de sua obra, e você disse sim. “Sua vocação foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo. Sabemos das dificuldades que enfrenta para realizar a sua missão, mesmo assim, teimosa e dedicadamente, prossegue neste peregrinar de partilha, de despojamento e aprendizagens.” (D. Eugênio Rixen**).
Você, catequista, é chamado por Deus. O Senhor tomou a iniciativa e o convidou para que fizesse parte de sua obra, e você disse sim. “Sua vocação foi gestada no coração do Pai, para que pudesse chegar aos corações dos seus filhos e filhas com a mensagem da VIDA: Jesus Cristo. Sabemos das dificuldades que enfrenta para realizar a sua missão, mesmo assim, teimosa e dedicadamente, prossegue neste peregrinar de partilha, de despojamento e aprendizagens.” (D. Eugênio Rixen**).
sábado, 19 de março de 2011
Fraternidade e a Vida no Planeta
: Com o Lema: “ A Criação Geme em dores de Parto”(Rm 8,22)
O Nosso Planeta é o mais lindo de todos. Ele é o maior presente que recebemos de Deus, por isso não podemos descuidar da vida que existe em todo o ecossistema. Precisamos frear todo tipo de exploração predatória e cuidar de tudo que o planeta é capaz de nos oferecer gratuitamente. Temos unicamente ele para viver e morar. Mas para cuidar precisamos estar preocupados, interessados, dedicados a ele. Não podemos continuar convivendo esta ação destrutiva o cuidar exige zelo, atenção, ternura, responsabilidade.
OS DEZ MANDAMENTOS DO AMIGO DO PLANETA
1º Mandamento
Só Jogue Lixo no Lugar Certo O lixo que jogamos em qualquer lugar volta para nossa casa através de ratos,
moscas, mosquitos que trazem doenças, além de tornar onde vivemos um lugar feio e desagradável. Cada pessoa produz por dia cerca de meio quilo de lixo. Multiplique isso pela população de sua cidade para ter idéia do tamanho do problema. Custa muito dinheiro de impostos para limpar as ruas, praças, praias, dar destino final ao lixo. Dinheiro que podia estar sendo usado para outras obras e serviços para a melhoria da cidade. A cidade, a escola, a casa mais limpa não é a que mais se varre, é a que menos se suja! Um Amigo do Planeta só joga seu lixo nos locais apropriados, ou guarda no bolso e traz para colocar na lixeira ou reciclagem da própria casa.
2º Mandamentos
Poupe Água e Energia A água não sai da parede. Ela vem de rios e mananciais que estão sendo agredidos pela poluição e pelo desmatamento, o que torna a água potável cada vez menos disponível, e eleva seu custo de tratamento. A energia também não sai da parede. Para ser gerada é preciso afogar rios e terras férteis, deslocar populações, ou usar recursos não renováveis como petróleo e carvão ou criar riscos e lixo perigoso como o nuclear.
3° Mandamento
Não Desperdice Escolha consumir o necessário. Resista ao modismo que nos obriga a trocar de carro, roupa, bens. Além de gastar dinheiro desnecessariamente, desperdiçamos recursos naturais, poluímos o Planeta. Diga não a produtos supérfluos ou feitos para durar pouco; ou que gastem muita energia ou água; ou que contaminem o meio ambiente; ou descartáveis cujas embalagens não retornam aos fabricantes. Escolha usar sacolas de pano e caixas para suas compras. Evite as sacolas de plástico. Escolha alimentos e produtos naturais e evite os industrializados.
4° Mandamento
Cuide dos Animais e Plantas Os animais – assim como as plantas (“A Vida Secreta das Plantas”) - sentem dor, têm emoções, sofrem. Eles tem tanto direito à vida, à liberdade, ao bem estar quanto nós. Seja responsável com os animais e as plantas sob sua responsabilidade. Não deixe que sofram snecessariamente, cuide para que tenham água, alimento, conforto. Recuse a se divertir em rodeios e circos com a dor e o sofrimento dos animais. Recuse produtos e alimentos que não respeitam a dor e o sofrimentos dos animais. Empreste sua voz às plantas e animais que sofrem por que eles não tem como se defender.
5º Mandamento
Cuide das Árvores Ajude a defender as árvores e florestas existentes. Denuncie as agressões. Plante novas
árvores e cuide delas com carinho e respeito. Recuse comprar madeiras e móveis que não comprove a origem ecologicamente correta e legal. Utilize os dois lados da folha de papel. Faça coleta seletiva em sua casa e encaminhe o papel para reciclagem.
6º Mandamento
Não Polua Use o menos possível o automóvel, programando suas saídas. Ele provoca poluição do ar, gasta
combustível, agrava o efeito estufa, engarrafa o trânsito. Acostume-se a ouvir música sem aumentar muito o
volume do som. Som alto provoca poluição sonora. Reveja seu comportamento, suas atitudes em casa, no
trabalho, na comunidade e mude o que estiver provocando poluição ou degradação ambiental. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.
7º Mandamento
Coleta seletiva de lixo Lixo não existe. O que chamamos de lixo é matéria prima e recursos naturais misturados e fora do lugar. A reciclagem devolve estes recursos para fabricar novos produtos retirando menos da natureza, além de economizar mais água e energia, e aumentar a vida útil dos aterros sanitários. Mantenha duas vasilhas em sua cozinha, uma para o MATERIAL SECO (inorgânico: papel, plástico, metal, vidro) e outro para MATERIAL ‘MOLHADO’ (orgânico: restos de comida, cascas de frutas etc.). Acumule o material seco numa vasilha maior e regularmente encaminhe à reciclagem. Se não houver coleta de lixo seletivo em sua comunidade encaminhe um abaixo-assinado às autoridades. Enquanto isso, procure doar seu material para quem faz reciclagem O material ‘úmido’ pode virar adubo e servir para alimentar animais. Cultive uma horta mesmo que em vasos e caixas e faça uma composteira mesmo que pequena, numa caixa.
8º Mandamento
Conheça e conviva com a natureza Mantenha o contato com a natureza. Faça passeios na floresta, tome banho de cachoeira, vá à praia, contemple o por-de-sol, a lua cheia. Coloque os pés no chão. Cultive uma horta, um jardim. Estude e leia mais sobre a natureza, mesmo que não seja tarefa da escola. Quanto mais você souber, melhor poderá agir em sua defesa. Procure no dicionário palavras como saúde do trabalhador, reciclagem, reaproveitamento, habitat, biodegradáveis etc. Faça um álbum de recortes com figuras de animais e plantas.
9º Mandamento
A natureza não vota e nem se defende. Faça você por ela! Mesmo sozinho você pode denunciar as agressões ambientais. Escreva às autoridades, ao SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor de empresas, às autoridades, aos políticos, à imprensa. Participe de campanhas pela internet ou pessoalmente. Na hora de votar, escolha representantes comprometidos com a causa ambiental e acompanhe o mandato. Escreva a ele com sugestões e críticas que melhore a atuação na defesa do meio ambiente. Participe de atividades voluntárias e de alguma organização da sociedade civil sem fins lucrativos em sua comunidade.
10º Mandamento
Crie um clube de amigos do planeta na escola, ou associação! A escola ou associação de moradores pode
oferecer aos alunos e cidadãos a possibilidade de atuarem de forma organizada, assumindo, no mínimo, UMA AÇÃO CONCRETA POR MÊS PARA A MELHORIA AMBIENTAL DA COMUNIDADE como plantar e cuidar das novas árvores, fazer coletas de sementes e produzir novas mudas, denunciar agressões ambientais, ajudar a implantar a coleta seletiva de lixo na escola, etc. Faça um PLANEJAMENTO COOPERATIVO envolvendo a todos para que tomem conhecimento da situação, proponham substituições de materiais e comportamentos, estabelecem metas quantitativas e períodos de tempo para promover as mudanças pretendidas. Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã.” (Mahatma Ghandi)
sábado, 12 de março de 2011
A CANÇÃO DA TERRA
Eu vi no tempo que o homem não conta
Eu vi no tempo há muito tempo
Há tanto tempo que me perdi
Eu vi a terra engolir o rio
De águas escuras e já sem vida
Levá-lo a seu ventre
Purificá-lo e vomitá-lo por entre as rochas
Límpido, ligeiro, cheio de vida
Distribuindo a vida e saciando
A sede de quem o maculou
Eu vi a árvore decepada e dizimada
Quase arrancada pelas raízes
Brotar dentre as cinzas
A oferecer sombra e frutos
A quem a decepou
Eu vi o homem rasgar a terra
E de suas entranhas retirar jóias brilhantes
Que a terra enternecida oferecia graciosamente
A quem nela penetrasse... sem nenhum respeito
Eu vi o pássaro beijar a flor
E no seu bico perpetuar
Volitando alegremente
A vida e a espécie
Eu vi o homem se perder em perguntas
Tendo à sua frente... respostas
Eu vi o ser cheio de luz...cego
Eu vi a Terra...
Explodir em vida, perfeição e beleza
E o homem cego... se arrastar por ela
Eu vi...
E tanta coisa eu vi
Que desisti de enxergar
Pois perante a luz
Que brotava de dentro de mim
Me inebriei, e por medo de perdê-la
Fui capaz de beber da luz
De quem brilhava menos que eu
Cada ser tem dentro de si mesmo
A centelha divina de luz
E a partir do momento que ela se acende
Precisamos difundi-la e
Abraçar com ela toda a obscuridade
Antes que ela se apague... perdida
Entre os dedos gananciosos
Do homem, que destrói a terra
A árvore, o rio, o pássaro
E toda a vida que há em volta dele
Que cego, se atira em buscasOfuscado em sua ânsia de poder
Cego por sua pouca capacidade
De doar e agradecer
O que foi lhe oferecido gentilmente
E em abundância.
(Autor desconhecido)
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2- A EDUCAÇÃO DE ADULTOS NA SAGRADA ESCRITURA
A Bíblia é um livro de adultos e para adultos. São os adultos que têm maior condição de refletir sobre o conjunto da mensagem e tomar decisões a partir da provocação da Palavra da Escritura. A Bíblia é texto essencial em catequese com adultos.
CONCLUSÃO.
2.1- A Revelação Bíblica e os adultos
A Bíblia é um livro escrito por adultos e para adultos.
Mostra o Itinerário de um povo que lê os sinais de Deus na sua história.
Nela os adultos mantêm vivas as tradições, transmitindo de geração em geração os fundamentos da fé (Sl 44. 78).
As festas são espaço de catequese, onde se prevê que o adulto seja o veículo da memória do fato celebrado (cf.: Êx 12,26-27).
As orações e recitações de relatos históricos são elementos importantes na educação da fé dos adultos.
O Shemá, “ouve, Israel”..., núcleo básico da fé de Israel, era rezado diariamente (Dt. 6,4-25) o Credo Histórico do povo de Deus (Dt.26,4-9). As advertências e consolações dos profetas são parte da formação dos adultos (cf. 2o Sm 12,1-14; Jr.7,1-15). Os Sapienciais mostram a diversidade de abordagens em livros escritos com óticas diferentes, conforme o contexto que querem responder .
A Bíblia trata do cotidiano com transparência e honestidade ao expor as fraquezas humanas de grandes figuras da fé.
Dentro dos limites da época e da cultura, promove o respeito à vida, chama à responsabilidade os adultos que precisam se posicionar diante da situação sócio-cultural em que vivem (cf. Dt.30,11-20).
O Novo Testamento mostra a formação dos adultos nas comunidades. Eram eles que se convertiam e levavam a família inteira à nova fé (cf. Lc 24, 13-35; Jo 4, 1-45; Lc 19,1-10; Mt 15, 21-31; At 8, 26-40; 10,1-48 ; 1Cor 11, 17-34 e outros).
Estas reflexões (que não pretendem ser completas) mostram que não se trata de colocar simplesmente a Bíblia na catequese com adultos e fazer a leitura de certos textos. Supõe que o agente saiba usar a Bíblia dentro de uma visão libertadora, dentro do contexto atual da vida, levando a um compromisso em nível pessoal, comunitário e social.
3- PERGUNTAS PARA AJUDAR NO APROFUNDAMENTO DO TEXTO
1. Quais as dificuldades encontradas na sua comunidade com o uso da Bíblia na catequese dos adultos e quais foram os resultados?
2. Dêem algumas propostas concretas que poderiam levar adiante essa questão na sua Diocese e no seu Regional.
BIBLIOGRAFIA
· Como nossa Igreja lê a Bíblia - CNBB - Paulinas – 1995.
· Crescer na Leitura da Bíblia- CNBB- Paulus, 2002
· A Bíblia na Catequese com Adultos - Revista Vida Pastoral de setembro-outubro 2001.
· A Bíblia na catequese - Inês Broshuis - Paulinas 2001.
CONCLUSÃO.
2.1- A Revelação Bíblica e os adultos
A Bíblia é um livro escrito por adultos e para adultos.
Mostra o Itinerário de um povo que lê os sinais de Deus na sua história.
Nela os adultos mantêm vivas as tradições, transmitindo de geração em geração os fundamentos da fé (Sl 44. 78).
As festas são espaço de catequese, onde se prevê que o adulto seja o veículo da memória do fato celebrado (cf.: Êx 12,26-27).
As orações e recitações de relatos históricos são elementos importantes na educação da fé dos adultos.
O Shemá, “ouve, Israel”..., núcleo básico da fé de Israel, era rezado diariamente (Dt. 6,4-25) o Credo Histórico do povo de Deus (Dt.26,4-9). As advertências e consolações dos profetas são parte da formação dos adultos (cf. 2o Sm 12,1-14; Jr.7,1-15). Os Sapienciais mostram a diversidade de abordagens em livros escritos com óticas diferentes, conforme o contexto que querem responder .
A Bíblia trata do cotidiano com transparência e honestidade ao expor as fraquezas humanas de grandes figuras da fé.
Dentro dos limites da época e da cultura, promove o respeito à vida, chama à responsabilidade os adultos que precisam se posicionar diante da situação sócio-cultural em que vivem (cf. Dt.30,11-20).
O Novo Testamento mostra a formação dos adultos nas comunidades. Eram eles que se convertiam e levavam a família inteira à nova fé (cf. Lc 24, 13-35; Jo 4, 1-45; Lc 19,1-10; Mt 15, 21-31; At 8, 26-40; 10,1-48 ; 1Cor 11, 17-34 e outros).
Estas reflexões (que não pretendem ser completas) mostram que não se trata de colocar simplesmente a Bíblia na catequese com adultos e fazer a leitura de certos textos. Supõe que o agente saiba usar a Bíblia dentro de uma visão libertadora, dentro do contexto atual da vida, levando a um compromisso em nível pessoal, comunitário e social.
3- PERGUNTAS PARA AJUDAR NO APROFUNDAMENTO DO TEXTO
1. Quais as dificuldades encontradas na sua comunidade com o uso da Bíblia na catequese dos adultos e quais foram os resultados?
2. Dêem algumas propostas concretas que poderiam levar adiante essa questão na sua Diocese e no seu Regional.
BIBLIOGRAFIA
· Como nossa Igreja lê a Bíblia - CNBB - Paulinas – 1995.
· Crescer na Leitura da Bíblia- CNBB- Paulus, 2002
· A Bíblia na Catequese com Adultos - Revista Vida Pastoral de setembro-outubro 2001.
· A Bíblia na catequese - Inês Broshuis - Paulinas 2001.



